Dromorreligião: o culto à velocidade. Um ensaio de teologia prática
DOI: 10.5281/zenodo.22118749
Palavras-chave:
Dromorreligião, Dromologia, Igreja virtual, Eclesiologia, Cultura digitalResumo
O presente artigo científico investiga o fenômeno que denominamos, em neologismo de nossa lavra, dromorreligião, compreendido como o culto contemporâneo à velocidade e à quantidade em parte do campo religioso cristão, seja no espectro virtual, seja no não-virtual. Partindo da teoria dromológica de Paul Virilio e dialogando com as contribuições de Zygmunt Bauman e Pierre Bourdieu, o estudo examina de que modo a dromocracia, entendida como a imposição político-tecnológica da velocidade sobre as relações humanas, tem submetido igrejas e ministérios a uma lógica de crescimento numérico desvinculada da missão de anunciar o Reino de Deus. O trabalho problematiza a substituição da lógica profética pela lógica de mercado no seio das comunidades eclesiásticas, com especial atenção às práticas de arrecadação financeira e à onipresença das ofertas religiosas na cultura digital. Por fim, propõe-se, a partir de fundamentos bíblicos, um caminho de discernimento pastoral diante da dromocultura, no qual o discipulado, a comunhão fraterna e a fidelidade doutrinária se apresentam como critérios de avaliação diante da tentação da velocidade e da quantidade como novos ídolos da era digital.
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