Efeito Flynn reverso, experiências digitais e cognição: evidências, controvérsias e implicações educacionais

DOI: 10.5281/zenodo.22128403

Autores

  • Evanes de Oliveira Ribeiro Fidel
  • Marta de Andrade Oliveira
  • Gislaine Schon
  • Arlindo Gomes de Paula
  • Ecilda Marta Chaves Nogueira
  • Eliene Constância Pereira Lima
  • Graziella Farinon Rosa Soares
  • Ionete Caio
  • Maria Irineia de Souza Freitas
  • Eva Nascimento de Souza Lima
  • Davi Milan

Palavras-chave:

testes de inteligência, efeito Flynn, mídias digitais, desenvolvimento cognitivo, educação

Resumo

O artigo analisa criticamente as evidências sobre mudanças geracionais no desempenho em testes de inteligência e suas possíveis relações com experiências digitais, discutindo implicações para a educação. Trata-se de ensaio teórico fundamentado em revisão narrativa estruturada de estudos seminais e recentes, priorizando metanálises, revisões sistemáticas, pesquisas longitudinais e documentos institucionais publicados entre 1987 e 2026. A análise distingue inteligência, quociente de inteligência, funções executivas, desempenho acadêmico e bem-estar, evitando tratá-los como construtos equivalentes. Os resultados indicam que o efeito Flynn reverso foi observado em determinados países, períodos, grupos e instrumentos, mas não autoriza afirmar uma queda universal da inteligência nem atribuí-la às tecnologias digitais. A literatura sobre mídias digitais apresenta associações heterogêneas, geralmente pequenas, dependentes da idade, do conteúdo, da finalidade, da intensidade, da mediação adulta e das atividades substituídas. Uso noturno, multitarefa, conteúdos inadequados e exposição que desloca sono, leitura, movimento ou interação podem representar riscos; usos intencionais, criativos, colaborativos e mediados também podem ampliar oportunidades de aprendizagem. Como contribuição, propõe-se um modelo analítico multidimensional composto por sujeito, experiência digital, contexto, deslocamento de atividades e resultado avaliado. Conclui-se que a resposta educacional deve combinar proteção da atenção, leitura aprofundada, convivência, movimento, educação midiática e uso pedagógico criterioso da tecnologia, sem alarmismo, determinismo tecnológico ou responsabilização isolada do professor.

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Publicado

2026-08-27

Como Citar

Evanes de Oliveira Ribeiro Fidel, Marta de Andrade Oliveira, Gislaine Schon, Arlindo Gomes de Paula, Ecilda Marta Chaves Nogueira, Eliene Constância Pereira Lima, … Davi Milan. (2026). Efeito Flynn reverso, experiências digitais e cognição: evidências, controvérsias e implicações educacionais: DOI: 10.5281/zenodo.22128403. Pedagogia Em Revista, 1(2), 1–28. Recuperado de https://revistasfaesp.emnuvens.com.br/pedagogia/article/view/116