Meu nome é Bond: a construção das relações de gênero na franquia James Bond (1962–2021)
DOI: 10.5281/zenodo.22128148
Palavras-chave:
James Bond, análise do discurso, gênero, masculinidade, representações sociaisResumo
O presente artigo analisa a construção discursiva das relações de gênero na franquia cinematográfica James Bond (007), considerando os filmes produzidos entre 1962 e 2021. A pesquisa adota abordagem qualitativa, fundamentada na Análise do Discurso, com foco na identificação de enunciados recorrentes que articulam linguagem, prática e contexto na representação do masculino e do feminino. Os resultados evidenciam a presença de padrões que naturalizam a dominação masculina, a objetificação do corpo feminino e a exclusão das mulheres dos espaços de poder, especialmente nas primeiras décadas da série. Observam-se, contudo, deslocamentos progressivos a partir dos anos 1990, com maior complexidade na representação feminina e a incorporação de críticas internas à narrativa. Conclui-se que, embora haja transformações, persistem estruturas discursivas que reproduzem desigualdades de gênero, revelando o cinema como espaço ativo de produção de imaginários sociais.